quarta-feira, 23 de março de 2016

Leila Khaled

 1940, , a região da Palestina vive um momento tenso com judeus da Europa  fugindo da perseguição nazista. Nese contexto nasce Leila Khaled, filha de uma família árabe palestina da cidade de Haifa. 

Em 9 de abril de 1948, iniciam, com o  massacre de Deir Yasin,  os conflitos militares entre árabes e judeus.  

Mais de 300 aldeões palestinos foram  assassinados por terroristas do Stern e Irgun, (grupos terroristas judeus).

A família de Leila muda-se para o Líbano, onde então passam a viver como refugiados.

Já na adolescência,  ela passa a integrar diversas organizações de luta armada contra a ocupação israelense, ingressando então na Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) de vertente socialista.

Através da estratégia de seqüestrar aviões, o grupo pretendia dar visibilidade internacional à luta do povo Palestino. 

" Em julho de 1968, o grupo terrorista tomou um avião israelense em troca da soltura de alguns companheiros da Frente de Libertação. O sucesso da empreitada inicial empolgou o grupo Palestino que, àquela altura, já tinha Leila como um de suas mais bem treinadas combatentes.

Muito mais ousada que a primeira ação, o seqüestro para o qual Leila foi designada pretendia tomar um avião da companhia TWA que levava Yitzhak Rabin, na época, embaixador de Israel nos Estados Unidos. A ação terrorista acabou não cumprindo seu objetivo, pois o embaixador acabou desistindo da viagem. Leila foi presa e seu rosto estampou as páginas dos jornais e noticiários do mundo inteiro. Em pouco tempo, a beleza da jovem terrorista virou uma sensação nos veículos de comunicação.

O reconhecimento divulgou sua causa por vias pouco interessantes e, por isso, a bela Leila decidiu se submeter a cirurgias plásticas que modificaram sua fisionomia. Em setembro de 1970, um ano depois de sua primeira ação, Leila Khaled participou de uma série de seqüestros aéreos popularmente conhecidos como “os seqüestros de Dawson Field”. Carregando diversas granadas, Leila e seu companheiro Patrick Arguello tentaram invadir a cabine do piloto.

Durante a ação, agentes disfarçados que estavam no avião conseguiram matar Patrick com quatro tiros fatais. Enquanto isso, Leila era observada com as granadas que poderiam colocar o avião pelos ares. A aeronave, que tinha Nova York como destino, foi obrigada a realizar um pouso emergencial na cidade de Londres. Quando desceram em terras britânicas, Leila Khaled foi presa pelos policiais ingleses. Dias mais tarde, outro grupo de seqüestradores trocou cinqüenta e seis reféns pela liberdade da terrorista.

Após esse incidente, a bela e afamada terrorista resolveu desistir das atividades terroristas. Leila Khaled escreveu um livro contando sua história de vida e, logo depois, constituiu família. A partir de então, seu interesse pela questão palestina ganhou novos rumos. Atualmente, a ex-terrorista integra o Conselho Nacional Palestino, uma espécie de instituição política que visa representar os interesses dos quatro milhões de palestinos que vivem fora de sua terra natal."

Fontes: Brasil Escola 




Ilustração: Desenho Bico de pena sobre papel - Claudia Stella de Resende 

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