sábado, 21 de julho de 2012



LASAR SEGALL

 
1891 

Lasar Segall nasce a 21 de julho, na comunidade judaica de Vilna, capital da Lituânia, na época sob domínio da Rússia czarista. É o sexto filho de Esther Ghodes Glaser Segall e Abel Segall. Os oito filhos do casal Segall eram, por ordem de nascimento: Oscar, Jacob, Rebeca, Luba, Manja, Lasar, Lisa e Grisha. 

Seu pai era escriba da Torá, lei judaica contida nos cinco primeiros livros do Antigo Testamento, cujo texto, manuscrito em pergaminho, é utilizado em cerimônias religiosas nas sinagogas. 

 
 
1905 

Em Vilna, frequenta a Escola de Desenho, onde é estimulado a viajar para seguir seus estudos, pelo pintor Antokolski, sobrinho do escultor Mark Matveevich Antokoski, também judeu de Vilna, que passou grande parte da vida em Paris. 
 
1906 

Aos 15 anos de idade vai para Berlim, onde se fixa, para continuar a formação artística. Frequenta a Escola de Artes Aplicadas. Em seguida ingressa na Academia Imperial de Belas Artes de Berlim. Recebe Bolsa de Estudo.
 
1910 
Deixa a Academia de Berlim. No final do ano transfere-se para Dresden, onde frequenta a Academia de Belas Artes, como aluno-mestre, com ateliê próprio e maior liberdade de criação. No ano seguinte, visita novamente a família em Vilna. 1911

Lasar Segall e seus
colegas da Academia de
Dresden em uma das
excursões de pintura ao
ar livre, 1911
Dresden/Alemanha

 
1912 
Vai à Holanda. Em Amsterdã desenha tipos humanos no asilo de velhos. No final do ano, passa pelo porto de Hamburgo a caminho do Brasil, onde já residiam seus irmãos Oscar, Jacob e Luba.

1913 

Em março, faz exposição individual num salão alugado à Rua São Bento, 85, São Paulo, com apoio do senador José de Freitas Valle. Mostra trabalhos de transição entre o impressionismo e um estilo pessoal que começava a se afirmar. Em maio, dá aulas de desenho à jovem Jenny Klabin. Em junho, exposição individual no Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas, que adquire sua pintura Cabeça de menina russa (1908). 

No final do ano, regressa à Europa, deixando várias obras em coleções brasileiras, entre as quais a de Freitas Valle, na qual ficaram três trabalhos, inclusive o Auto-retrato I (c. 1911). Visita Paris por três semanas, fazendo longas visitas ao Museu do Louvre. De volta à Alemanha, conhece Margarete Quack que, finda a Primeira Guerra, se tornaria sua esposa. 



1916 

No início de 1916 recebe autorização para voltar a Dresden. Vive algum tempo na residência de Victor Rubin, patrono de vários artistas dessa cidade. No final desse ano, retorna à cidade natal, encontrando-a destruída pela guerra. Da forte impressão que lhe causa a cidade, com seus seres miseráveis espalhados pelas ruas, produz uma série de desenhos, litografias e gravuras em metal, em que registra a data “1917”. 



1918 

Permanece de agosto a novembro em Vilna por ter contraído a gripe espanhola. Volta a Dresden. Publica, com prefácio do crítico Will Grohmann, o álbum 5 Litographien nach der Sanften (Cinco litografias sobre Uma criatura dócil), inspirado no conto Krotkaya (Uma criatura dócil), de Dostoievski. 


1919

 
Funda com os artistas Otto Dix, Conrad Felixmüller, Will Heckrott, Otto Lange, Constantin von Mitschke-Collande, Peter August Böckstiegel, Otto Schubert, Gela Forster e o arquiteto e escritor Hugo Zehder, a Dresdner Sezession - Gruppe 1919 (Secessão de Dresden, Grupo 1919). Primeira exposição da Secessão de Dresden - Grupo 1919, na Galeria Emil Richter, Dresden (abril/maio). Em junho, nova mostra da Secessão de Dresden - Grupo 1919, com convidados de outras cidades (George Grosz, Schmidt-Rottluff e Kurt Schwitters, entre outros). É um dos 141 intelectuais que responde ao questionário organizado pelo Arbeitsrat für Kunst (Conselho dos Trabalhadores da Arte), sobre o papel do artista na sociedade e as relações da arte com o Estado. Estadias na ilha de Hiddensee, no mar Báltico, ao norte da Alemanha, resultam na produção de uma série de paisagens.

1920 

Grande exposição individual de Segall no Folkwang Museum, em Hagen, importante museu no oeste da Alemanha, inaugurada com conferência de Will Grohmann. Entre outros trabalhos, estão presentes nessa mostra as telas Kaddish (1917), Morte (1917), Gestante (1919), Meus avós (em sua primeira versão; a tela foi depois retrabalhada e datada 1921) e Auto-retrato (1919). Recebe a visita do escritor e poeta franco-alemão Ivan Goll. Museu de Essen adquire a pintura Dois seres (1919), o Museu Folkwang, em Hagen, a pintura A viúva (1919) e o Museu Municipal de Dresden a pintura Eternos caminhantes (1919). 
Publica com Otto Dix, Will Heckrott, Otto Lange, Constantin von Mitschke-Collande e Eugen Hoffmann, o álbum Secessão de Dresden - Grupo 1919, contendo duas gravuras de cada artista. Colabora, em Dresden, para a fundação da Escola de Dança de Mary Wigman, a mais importante figura da dança expressionista alemã. 
Conhece Paul Klee. Ilustra o livro de Theodor Däubler, da coleção Jüdische Bücherei (Berlim, Ed. Fritz Gurlitt de Arte e Cultura Judaica). Exposição individual na Galeria Schames de Frankfurt.


1921 

Participa da Exposição de Arte Russa, na Galeria von Garvens, de Hannover (março/abril). Participa da organização da exposição de arte moderna italiana Valori Plastici, que abre em outubro desse ano na sede do Kunstsalon Emil Richter, em Dresden. Conhece o pintor Wassily Kandinsky, que chegara da Rússia, tornando-se seu amigo. Convive ainda com os artistas El Lissitzki, Naum Gabo e Alexander Archipenko.
Publica o álbum Bubu (8 litografias), inspirado no romance Bubu de Montparnasse de Charles Louis Philippe, com prefácio de Paul Ferdinand Schmidt, diretor do Museu Municipal de Dresden. 
Segall e Margarete mudam-se para Berlim.
 
1922 

Participa da Internationale Kunstausstellung (Exposição Internacional de Arte) de Düsseldorf (maio/julho). Representa a Secessão de Dresden no Congresso da União dos Artistas Internacionais Avançados, simultâneo a essa exposição. Em sua autobiografia, Segall diz que foi nessa ocasião que conheceu os pintores Max Ernst, Yankel Adler, Arthur Kaufmann e Gert Wollheim. 
Publica o álbum Recordação de Vilna em 1917 (5 pontas-secas), com prefácio de Paul Ferdinand Schmidt. 
 
1923 

Em abril, exposição individual de gravuras na Galeria Fischer, de Frankfurt e no Gabinete de Estampas do Museu de Lepzig. Ilustra o livroMaasse-Bichl (Pequeno livro de estórias), de David Bergelsohn, com 17 gravuras (Ed. Wostock, Berlim). Em novembro, Segall e Margarete vêm de mudança para o Brasil.

1924 

Em janeiro, depois de passar pelo Rio de Janeiro, desembarca em Santos. Reside em São Paulo, à rua Oscar Porto, 31. 
Logo após sua chegada, recebe em sua casa, no dia 8 de fevereiro, a visita de simpatizantes do Modernismo, entre os quais Olívia Guedes Penteado.
Em março, exposição individual à Rua Álvares Penteado, 24, São Paulo. Mostra obras produzidas na Alemanha. 
Separa-se de Margarete, que retorna a Berlim.
Em novembro, executa trabalhos de decoração para o Baile Futurista, no Automóvel Club de São Paulo. Faz a conferência “Sobre Arte”, na Vila Kyrial, residência do senador José de Freitas Valle, importante ponto de reunião de artistas e intelectuais.
 

1925
 
Decora com pinturas murais o Pavilhão de Arte Moderna de Olívia Guedes Penteado, localizado no jardim de sua residência, à Rua Conselheiro Nébias, onde se reuniam os modernistas. Mário de Andrade analisa esse trabalho: “Segall se revelou na decoração desse salão um idealista excelente. Um idealista de felicidade. E me parece que foi esse idealismo que lhe permitiu chegar nos quadros atuais a um conceito mais realista de realidade, abandonando aquele trágico mortificante e incessante que lhe caracteriza toda a obra anterior à fase brasileira”.
Pinta a tela Paisagem brasileira (1925). Em junho, casa-se com Jenny Klabin. O casal passa a lua-de-mel no Rio de Janeiro. Em dezembro, Segall e Jenny viajam para a Europa.
 
1926 
Expõe obras produzidas no Brasil entre 1924 e 1926, na Galeria Neumann-Nierendorf, de Berlim e na Galeria Neue Kunst Fides, de Dresden. Em abril, nasce Mauricio, seu primeiro filho, em Berlim. Em outubro, a família retorna ao Brasil.
 
1927 

Em fevereiro, morre em São Paulo seu pai Abel Segall. Naturaliza-se brasileiro. 
Em dezembro, exposição individual à Rua Barão de Itapetininga, 50, São Paulo. 

1928 

Em julho, exposição individual no Palace Hotel, Rio de Janeiro. Nessas duas exposições, de 1927 em São Paulo e de 1928 no Rio de Janeiro, Segall mostra os trabalhos feitos no Brasil entre 1924 e 1928, produção que ficou conhecida – conforme a expressão de Mário de Andrade – como “fase brasileira”. Essa nova pintura exibia forte influência do país, tanto na escolha dos temas – figuras de negros, plantas tropicais, favelas – quanto no uso de cores mais vivas e iluminadas. Em novembro, a Pinacoteca do Estado de São Paulo adquire a pinturaBananal (1927).
Em dezembro, volta à Europa, residindo por quatro anos em Paris, onde começa a esculpir.
 
1930
Em fevereiro, nasce Oscar, seu segundo filho, em Paris.
1932 

Em abril, Segall retorna ao Brasil, fixando residência em São Paulo, à Rua Afonso Celso. Ao lado da casa, projeto de Gregori Warchavchik, seu concunhado, constrói o ateliê, onde planeja instalar a “Escola de Arte Lasar Segall”, que não chega a se concretizar. Projeta móveis e tapetes para a decoração da casa, que mostram sintonia com as formas simplificadas propostas pela Bauhaus. 
É um dos sócios fundadores da SPAM (Sociedade pró Arte Moderna), cuja criação é comemorada em casa da bailarina Chinita Ullman, com a festa “São Silvestre em Farrapos”, decorada com painéis pintados pelo artista.



1933 

Em fevereiro, realiza o projeto e a decoração do baile “Carnaval na Cidade de SPAM”, nos salões do Trocadero, São Paulo. Participa da Primeira Exposição de Arte Moderna da SPAM, São Paulo (abril/maio). Em agosto, exposição individual de aquarelas e águas-fortes, na Pró-Arte, Rio de Janeiro.



1934 

Em fevereiro, realiza o projeto e a decoração do baile “Uma expedição às matas virgens de Spamolândia”, à Rua Martinho Prado, São Paulo. Em março, exposição individual na Casa d’Arte Bragaglia, Roma. Em maio, exposição individual na Galeria del Milione, Milão.



1935
Extingue-se a Spam por pressões de um grupo simpatizante do integralismo, que repudiava os judeus como “inimigos do Estado”.


1937 

Três pinturas e sete gravuras suas são incluídas na mostra Entartete Kunst Ausstellungsführer (Exposição de Arte Degenerada), organizada pelos nazistas em Munique para desqualificar a Arte Moderna. 
Em maio, expõe no Primeiro Salão de Maio, no Esplanada Hotel, São Paulo.
Representa oficialmente o Brasil no Congresso Internacional de Artistas Independentes, em Paris.


 
Em fevereiro, exposição individual de pinturas e guaches na Galeria Renou et Colle, Paris. O Museu Jeu de Paume, atual Museu Nacional de Arte Moderna, em Paris, adquire sua pintura Retrato de Lucy VI (1936), e o Museu de Arte de Grenoble sua pintura Jovem com Acordeão II(1937). Em maio, expõe no Segundo Salão de Maio, no Esplanada Hotel, São Paulo. Realiza cenários para o balé “Sonhos de uma noite de verão”, encenado pela Companhia de Balé de Chinita Ullman, no Teatro Municipal de São Paulo. É publicado em Paris o livro Lasar Segall, do crítico Paul Fierens (Editions des Chroniques du Jour, Paris). 

1942 
Ruy Santos produz o filme O artista e a paisagem, sobre a obra de Lasar Segall. 
 
1943 

Exposição retrospectiva no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. Catálogo com texto de Mário de Andrade (maio/junho).
É publicado o álbum Mangue (4 gravuras originais e 42 reproduções de desenhos), com textos de Jorge de Lima, Mário de Andrade e Manuel Bandeira (Ed. Revista Acadêmica, Rio de Janeiro), focalizando o tema da prostituição dessa região do Rio de Janeiro. 


 
Participa da Exposição de Arte Condenada pelo III Reich, na Galeria Askanazy, Rio de Janeiro. 
Ilustrações para Poesias reunidas O. Andrade, de Oswald de Andrade (Edições Gaveta, São Paulo). Ilustrações para Canção da Partida, de Jacinta Passos (Edições Gaveta, São Paulo). Em novembro, é encenada a peça Dos Groisse Guevins (A Sorte Grande) de Sholem Aleichem, pelo Grupo de Teatro da Biblioteca Scholem Aleichem, com cenários de Segall, no Teatro Ginástico, Rio de Janeiro. 
 
1948 

Em março, exposição individual na Associated American Artists Galleries, Nova York. George Grosz, morando em Nova York, visita a exposição e deixa bilhete elogiando a grande tela Navio de emigrantes. Sua pintura Êxodo I (1947) é doada ao Museu Judaico de Nova York. 
 
1951 


Em outubro, exposição retrospectiva no Museu de Arte de São Paulo. 
Conhece Myra Perlov, modelo de uma série de retratos. Sala Especial na I Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo (outubro/dezembro). 
 
1952 

É publicado o livro Lasar Segall, de Pietro Maria Bardi (Ed. Museu de Arte de São Paulo). Participa do Instituto de Arte Contemporânea, do MASP, como consultor do curso de artes plásticas. 
 
1954 

Realiza cenários e figurinos para o balé O mandarim maravilhoso, encenado pela Companhia Ballet IV Centenário, São Paulo, com música de Bela Bartok e coreografia de Aurélio Milloss. Retoma alguns de seus temas anteriores nas séries das Erradias, Favelas e Florestas, em composições com predominância de verticais e nas quais o assunto é cada vez mais rarefeito. 
 
1955 
Sala especial na III Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo (julho/outubro). Marcos Margulies produz o documentário A esperança é eterna, sobre a obra de Segall. 
 

1956
 
Expõe na mostra 50 anos de Paisagem Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (fevereiro/março). O crítico Jean Cassou, conservador chefe do Museu Nacional de Arte Moderna de Paris, inicia os preparativos para uma grande retrospectiva de Segall, que só se realizaria em 1959, após a morte do artista.


1957 

A 2 de agosto falece em sua casa da Rua Afonso Celso em São Paulo, vítima de moléstia cardíaca.
 
1967 

Jenny Klabin Segall, viúva do artista, inicia o trabalho de autenticação de obras não assinadas, ao mesmo tempo em que cuida da conservação das obras deixadas pelo artista, com vistas à criação de um museu. Auxiliada pelos filhos Mauricio Segall e Oscar Klabin Segall e pelo amigo Luis Hossaka, coordena várias exposições póstumas de Segall na Europa e em Israel, entre 1958 e 1962, cumprindo seu objetivo de reintroduzir seu nome no panorama artístico internacional. 
A 2 de agosto de 1967, exatamente dez anos após a morte do marido, Jenny Klabin Segall falece também em conseqüência de um enfarte. Pouco tempo depois, a 21 de setembro de 1967 é inaugurado oficialmente o Museu Lasar Segall, situado na antiga residência do casal










Esta aquarela representa o núcleo familiar do próprio artista. Ele se retrata aqui como menino, ao lado do pai Abel Segall e da mãe Esther Ghodes Glaser Segall. O pai tem as barbas brancas, que realmente ostentava em 1922, período em que foi feita esta aquarela. A mãe, falecida quando Segall era um menino de catorze anos, parece resgatada de antiga pose de família, produzida no ateliê de um fotógrafo de Vilna, sua cidade natal. Naquela fotografia, que espelha a harmonia familiar da época, o casal aparece com seis de seus oito filhos, tendo o pequeno Lasar à frente, aos cinco anos de idade. É essa trindade idealizada – pai, mãe e filho – que Segall isola na aquarela, curioso autorretrato do artista quando jovem.



FONTE: Museu Lasar Segall



quarta-feira, 18 de julho de 2012



MORRE MICHELANGELO MERISI

18 de julho de 1610

Michelangelo Merisi da Caravaggio nasceu em 29 de Setembro de 1571 e faleceu em 18 de Julho de 1610. 

Foi um pintor italiano considerado como o primeiro grande expoente da pintura barroca. Produziu em sua maioria pinturas religiosas. Com freqüência escandalizava e suas telas eram recusadas por seus clientes. 

Duas das reprovações habituais eram o realismo de suas figuras religiosas beirando o naturalismo, e a escolha de seus modelos entre pessoas de baixa condição. 

A pintura de Caravaggio que maior escândalo causou perante os olhos da Igreja foi A Morte da Virgem, pela representação realista do corpo da Virgem Maria, com o ventre inchado, obra que foi acompanhada de irritantes rumores segundo os quais o modelo teria sido o cadáver de uma prostituta grávida afogada. 

Desta forma, a consideração que a Igreja Católica tinha por Caravaggio e seus quadros oscilou de um extremo a outro da sua carreira entre a acolhida entusiasta e a rejeição absoluta.

segunda-feira, 16 de julho de 2012


NASCE CAMILLA CAROT JEAN BAPTISTE

16 de julho de 1796

Camille Corot foi um pintor francês, que nasceu em 16 de Julho de 1796 no seio de uma família de comerciantes. 

De formação neoclássica, recebeu influências de seu par francês Victor Bertin, de quem aprendeu os princípios de composição clássicos que caracterizaram as paisagens de suas obras: Forum (1826) e a Ponte de Narni (1827).

Percorreu a Europa fazendo pequenos esboços a óleo que estão entre as primeiras paisagens francesas pintadas diretamente do natural. Desde 1845, e depois de ter conseguido um grande sucesso de crítica, começou a vender suas obras. 

Depois, suas paisagens foram se convertendo em criações mais imaginárias: Lembrança de Mortefontaine (1864, Museu do Louvre). 

Pintou obras extraordinárias como O Campanario de Douai (1871, Museu do Louvre). A captação da atmosfera própria do ar livre e o estudo da luz colocam-no dentro da genealogia do Impressionismo. Não faltam na sua pintura os retratos e os estudos de figuras humanas. 


Foi um homem singelo e generoso com seus amigos e alunos, tanto no que se refere ao dinheiro como ao tempo (chegou inclusive a assinar quadros de colegas pouco afortunados), o qual lhe valeu o sobrenome de "Père Corot" (Pai Corot). Faleceu em 22 de Fevereiro de 1875 em Paris.

domingo, 15 de julho de 2012

NASCE REMBRANDT

15 de julho de 1606


Rembrandt Harmenszoon van Rijn nasceu em 15 de Julho de 1606 e faleceu em 4 de Outubro de 1669. 

É considerado um dos maiores pintores na história da arte européia, e o mais importante na história da Holanda.

Rembrandt foi, além disso, um gravador experiente, e publicou muitos desenhos. Suas contribuições à arte tiveram lugar num período em que os historiadores chamam de Idade de Ouro holandesa, que correspondeu ao século XVII.

Nessa época, a cultura, a ciência, o comércio, o poderio e a influência política da Holanda atingiram seu ponto máximo. Ao todo,

Rembrandt produziu cerca de 854 quadros e 2.600 desenhos. Foi um prolífico pintor de auto-retratos. Além disso, deixou pinturas de si mesmo notavelmente claras. 

Seu olhar e -o mais importante- suas emoções que permitem apreciar o infortúnio e a tristeza que enrugam seu rosto. Entre as características marcantes de sua obra encontra-se o uso do claro e escuro, com freqüência usando fortes contrastes, o que introduz o observador dentro do quadro. 

Suas cenas vívidas e dramáticas destacam-se sobre a rígida formalidade que mostra a obra da maioria dos artistas da época, junto com um profundo sentimento de compaixão pela raça humana, sem discriminação alguma pela fortuna ou idade. 

Em seus quadros aparecem com freqüência os membros de sua família; sua esposa Saskia, seu filho Titus e sua companheira Hendrickje.


O DESENHISTA


Rembrandt FOI um dos maiores desenhistas da história da arte. Ele fazia registros de observações e sentimentos em cadernos que, à primeira vista, podem parecer enganosamente simples. No entanto, a espontaneidade e economia com o qual Rembrandt desenhou suas impressões os tornam deslumbrantes para os conhecedores.

Sua produção de desenhos foi tão prolífica como foi brilhante. Cerca de 1.400 atribuídos a ele sobreviveram, e provavelmente pelo menos um número igual foram perdidos. As razões para a perda, além de incêndio, inundação e negligência, pode ser percebidas a partir dos desenhos que permanecem. Rembrandt fez relativamente poucos estudos preparatórios para suas pinturas e menos ainda desenhos "apresentáveis"  - presentes para amigos e admiradores. Normalmente, seus desenhos não estavam relacionados com suas obras mais importantes e, aliás, não foram assinados, apenas cerca de 25 que carregam a sua assinatura são conhecidos. Assim, é provável que os coletores inexperientes, enganados pela simplicidade dos desenhos e ignorantes de sua autoria, se desfizeram deles.

Especialistas estimam que as datas de desenhos de Rembrandt, estudando o seu estilo e a maneira como ele usou suas mídias favoritas: giz vermelho e preto, tinta e pena ou palheta de caneta, pincel e lavagens.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PAISAGENS

A retratação da vida cotidiana no Brasil, através da "Missão Holandesa" que desembarcou por aqui a partir da instalação dos Holandeses no Nordeste, o que ocorreu a partir de 1624.

Juntamente com o Conde Mauricio de Nassau, vieram artistas holandeses, flamencos, alemãoes.

Por não serem católicos, esses artistas estavam mais à vontade para se dedicar a temas tidos como "profanos".

Os pintores Frans J Post e Albert Eckhoult, se apaixonaram pelas paisagens e tipos brasileiros que retrataram em suas telas.

Post chegou ao Brasil com 24 anos, ficando por aqui por cerca de oito anos. É considerado o primeiro paisagista a trabalhar nas Américas. Pintou cerca de 150 quadros com a retratação da natureza e novas edificações nas terras recém conquistada.

Frans Post, 1662.

Vista de Olinda,










Eckholt pintava naturezas-mortas e tipos brasileiros retratando seus costumes. Seus quadros eram dados como presentes por Nassau a líderes europeus. O que fez com que o velho mundo passasse a conhecer e se interessar pelo Brasil

Tapuia


Na verdade eram os "folders" e "catálogos" de marketing da época.

Os gringos achavam tudo por aqui muito exótico (e tudo por aqui os achava também muito exóticos). E isso os fascinava.

Claro, somos menos exóticos hoje - ou será que não? Mas também eles hoje ainda se fascinam com a natureza e costumes diversificados que encontram por aqui.

Muitos artistas depois desses pioneiros, retrataram nosso país.

Alguns gringos também, outros pintores brasileiros que tinham uma visão particular, nem sempre exaltando as belezas naturais ou a abundância de nossa terra, mas mostrando as profundas e vergonhosas desigualdades, ou o trabalho no campo, ou uma simples cena de cotidiano.

Vejamos algumas obras:
Segall, Lasar 
Menino com Lagartixas , 1924